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abr 19, 2022

Tecnologia criada no Brasil aumenta a segurança na operação de britadores

Metso Outotec desenvolveu dispositivo de segurança para retirada de não-britáveis, sistema já instalado em mineradora na região Norte

A Metso Outotec desenvolveu e já instalou um sistema que aumenta a segurança da operação de britadores em mineradoras. Trata-se do dispositivo de retirada de não-britáveis, um braço hidráulico dotado com dois tipos de implementos intercambiáveis para remoção de materiais indesejáveis que caem na câmara de britadores. Embora desenvolvido para a fase primária e, em especial para britadores giratórios, com grande abertura de alimentação, o dispositivo pode ser instalado também em outras fases do processo de britagem. A tecnologia é inédita e foi totalmente criada no Brasil pelas áreas comercial e de engenharia da Metso Outotec em um cliente da região Norte.

“A geração de materiais não-britáveis acontece dentro da mina e da própria usina de processamento e incluem desde chapas de borracha e pedaços de madeira a, principalmente, as chamadas ferramentas de penetração de solo ou FPS”, explica Rheno Assef, gerente de Contas da Metso Outotec na região Norte. Um dos exemplos de FPSs são peças usadas em caçambas de grandes escavadeiras, fabricadas com aços resistentes e que minimizam o desgaste dos equipamentos. Com geometria diferenciada, as FPSs que caem dos equipamentos na mina levam ao engaiolamento da câmara de britagem e podem travar o britador.

 

Operador usa joystick e câmera remota para movimentar braço hidráulico

Em operações convencionais, a retirada de materiais não-britáveis é feita manualmente, com uso de dispositivos comuns e alto risco de acidentes, principalmente se o material indesejável travar a câmara do britador. Com o dispositivo de retirada de materiais não-britáveis, o processo manual é substituído por um braço mecânico que possui uma pinça como implemento para manusear FPSs e outros materiais, retirando-os da câmara do britador. Se a peça indesejável travar o equipamento, outro implemento é acoplado ao braço, o oxiflame ou maçarico. A troca dos implementos é feita em menos de 30 minutos e permite o corte e retirada da FPS que travou o britador.

As duas operações são feitas por um funcionário treinado e não envolvem intervenção humana direta na câmara de britagem. No caso do uso da pinça, o operador manobra o braço mecânico por meio de um joystick e acompanha diretamente a retirada do material não-britável. Se a intervenção demandar o uso do oxiflame, o acompanhamento passa a ser feito remotamente por meio de câmera: a geração de imagens é feita pela câmera termográfica instalada junto ao oxiflame e o operador – sem ter a visão direta da câmara – realiza o corte remotamente por meio de uma tela que recebe as imagens e que é instalada num totem do lado externo do britador.

Instalado em uma mineradora da região Norte, o dispositivo foi totalmente desenvolvido no Brasil, a partir da coleta de dados da equipe comercial da Metso Outotec, em colaboração com a área de engenharia. O processo envolveu várias visitas em campo, incluindo a varredura dimensional com uso de drones do espaço da câmara de britagem e aplicação de técnicas de nuvem de pontos do prédio onde está instalado o britador. A aprovação do projeto foi feita com a área de engenharia da mineradora e envolveu ainda simulações em 3D da operação do braço mecânico e hidráulico e a ativação real dele fora da câmara de britagem.

 

Tecnologia já está sendo negociada com outras mineradoras

“O dispositivo de remoção de não-britáveis funciona como uma apólice de seguro da mineradora. Ela não quer acioná-lo porque significa que estará em uma operação de emergência, com a paralisação da planta”, explica Rheno. “Mas, caso seja necessário acioná-lo, a mineradora sabe que será uma operação segura e que reduz consideravelmente os riscos em campo”, complementa. De acordo com ele, o dispositivo está em operação há mais de um ano e pode ser personalizado para outras mineradoras. A replicação do modelo deverá até ser mais ágil, uma vez que as câmaras de britagem mais atuais têm dimensões maiores que facilitam a instalação do dispositivo, cuja ativação média consumiria entre 45 e 60 dias.

“É uma tecnologia inédita que atende à demanda de limpeza e corte de materiais não-britáveis e para a qual já estamos em negociação com outras clientes. O dispositivo foi pensado para britadores primários, em especial os giratórios, mas pode ser aplicado na britagem secundária, por exemplo”, adianta Rheno. Ele destaca ainda que o desenvolvimento só foi possível pela sinergia entre as áreas comercial da Metso Outotec, que identificou a oportunidade de oferta da solução, e a área de engenharia da empresa, que tem uma longa experiência e know how em toda a cadeia de processamento mineral.

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